terça-feira, abril 22, 2014


Síndrome Vasovagal (SVV)

1
Vou falar um pouquinho sobre como eu convivo com a Síndrome Vasovagal e como eu me cuido, ou melhor, como eu deveria me cuidar. A Síndrome vasovagal, de um modo mais fácil de entender, é a diminuição temporária do fluxo de sangue e oxigênio no cérebro, devido a uma queda da pressão sanguínea.

Eu comecei a ter alguns sintomas na adolescência. Eu me levantava e ficava tonta, a vista escurecia e eu precisava rapidamente me apoiar em algo, mas o campeão de hipotensão era dentro do ônibus, sempre passava mal e precisava de ajuda, mas, eu realmente comecei a notar que havia algo de errado quando eu comecei a passar mal em uma simples fila de banco, apresentação de trabalhos escolares, há época eu não fiz exames, na verdade, eu sequer sabia a quem procurar, por incrível que pareça.


Com a falta de informação, eu ia ao hospital, ficava grampeada por algumas horas tomando soro, mas, nunca resolvia o problema. Depois do nascimento da minha filha, eu me preocupei mais ainda, porque as atividades durante o dia, algumas horas a menos de sono e a mudança de rotina, me fizeram piorar. Pesquisei na internet sobre queda de pressão (hipotensão) e marquei uma consulta com várias hipóteses em mente. Fiz exames e mais exames e um mais específico para descobrir a Síndrome vasovagal, o Tilt-Test, que por acaso, eu desmaiei.
Tilt Test

A minha primeira pergunta ao cardiologista foi: Vou morrer? Por que na minha cabeça o negócio era muito sério, minha pressão caiu para 5.3. E a segunda pergunta: Vou aposentar por invalidez? E ele respondeu não para as duas perguntas, mas, teria que conviver com a síndrome e evitar desencadeadores dos sintomas. E por falar nisso, o que a minha pessoa sente quando está prestes a desmaiar: tontura, fraqueza, enjôo, palidez, escurecimento da vista, suores frios e já cheguei a vomitar.

Uma situação que é simples para algumas pessoas, para mim, vira um verdadeiro caos.  Eu não posso usar um transporte cheio ou abafado se eu estiver em pé, não posso ficar muito tempo sem comer ou comer demais nas refeições, não posso me desidratar, não posso perder horas de sono, não posso ficar em ambiente fechado e abafado e também não posso passar por situações que me causam ansiedade intensa, mas tudo bem, eu QUASE não sou ansiosa. Isso tudo faz com que, de forma mais clara, minha pressão despenque, assim como eu.



Eu não vou morrer disso, pelo menos até que eu desmaie na rua e bata a minha cabeça em algum lugar ou que eu desmaie dirigindo, imagina só... mas minha qualidade de vida é comprometida. Quando vou, por exemplo, para show, eu assisto um pouco, pulo um pouco e depois eu sento no chão, correndo o risco de ser pisoteada, mas é porque não aguento ficar tanto tempo em pé. Eu já fiquei sentada nas escadas por aí, porque estava com vergonha de pedir ajuda, então, preferi sentar por algum tempo e sofrer sozinha e também já deixei de me divertir e de ir para certos lugares, por causa disso.

Também confesso que eu não me hidrato muito bem e não me alimento como deveria, o que é quase sentenciar a hipotensão e sendo bem sincera comigo, eu preciso me cuidar mais. Abaixo um sisteminha que achei na net que pode ajudar a entender tudo o que quis dizer: 



terça-feira, abril 08, 2014


Desenhos e a falsa moralidade

1
Eu, desde a infância, gosto muito de desenho e não me importa que a minha filha os assista, desde que revisados por mim. Algumas mães, principalmente de meninas, já devem ter notado a febre da Monster High, que eu sou veementemente criticada por não deixar a minha filha assistir.

Agora, veja bem, a minha filha tem apenas três anos e sete meses, curiosa e no alto da sua aprendizagem e formação de caráter. Como eu, mãe, vou deixar a minha filha assistir um desenho em que as meninas brigam por namorados, induzem magias contra ou a favor de seus amigos ou inimigos? Como eu vou deixar a minha filha nessa tenra idade, assistir um desenho que é para adolescente?

Já vieram com a desculpa esfarrapada de que a Monster High é para ensinar que o diferente também é bonito, ensinar que o preconceito não deve existir etc. Então, porque existe pai e mãe para ensinar isso? Por que existe escola? Livros educativos? Diálogo? Minha filha realmente precisa assistir um desenho para aprender que preconceito não é correto?

Hoje temos desenhos tão bonitos que mostram amizade, compaixão e solidariedade. Os desenhos preferidos da Cecília são: Caillou, Milly e Molly, Meu Amigãozão, Peppa Pig e Doki. Com um super favoritismo ao Caillou e à Milly Molly, que na maioria das vezes eu sento para assistir com ela.
Há um tempo, uma pessoa foi tão insistente comigo por eu não gostar de Monster High, que eu fiquei extremamente surpresa ao saber que a filha dela de cinco anos de idade assiste, mas a mãe nunca sentou ao lado da filha para poder assistir. Aí sim, a pessoa pode ter a moral para falar sobre o que eu devo ou não fazer com a educação da minha filha.


A pergunta que fica: Poxa, mas a Cecília não pede sandália da Monster High, mochila, pulseira etc? Sim, pede! Sabe por quê? Por que ela vê 60% das meninas da idade dela usando esses acessórios, mas, ela não precisa ser igual a todo mundo. Eu e o Bruno estamos ensinado a ela que andar de skate é legal e não é só para meninos, que ela não precisa só gostar de rosa, que ela tem o cabelo claro e olhos azuis, mas que menininhas negras e de cabelos cacheados são belíssimas igualmente a ela, que pessoas sobre peso ou magras tem sentimentos e que não devemos chamá-las de gordas ou magricelas etc. Desenho não educa a minha filha, quem educa sou eu e o pai dela. Educação vem de casa e não da televisão. 

 

 


E como diz a Cecília: Monster High é paia!